Portugal tem um embaixador itinerante para a Estónia, a Letónia e a Lituânia. No entanto o governo de Lisboa pondera a abertura de um Consulado em Talin, capital da Estónia. São alterações na representação de Portugal nos Países Bálticos anunciadas ontem no parlamento pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros. Portugal também já promoveu o Consulado de Portugal em Goa, na Índia. Há pouco mais de um mês, foi inaugurada a embaixada em Hanói, no Vietname e em breve deverão abrir representações diplomáticas nas Filipinas e no Azerbaijão. Numa audição parlamentar ontem, o ministro foi questionado por vários deputados sobre o Ensino de Português. Paulo Rangel garantiu que vai haver uma revolução.
O regime jurídico do Ensino de Português no Estrangeiro não era revisto desde 2009. Neste momento a proposta de reforma está no Ministério das Finanças para avaliação, porque implica alterações orçamentais, só depois terão início negociações com os sindicatos, informou o Secretário de Estado das Comunidades, disse que as negociações poderão começar em breve. Por seu turno, o deputado do Chega eleito pela Europa, José Dias Fernandes, denunciou a ausência de tradução francesa da página online do Instituto Camões. Declaração que surpreendeu Paulo Rangel.
O funcionamento dos serviços consulares também mereceu ontem várias questões dos Deputados. Pedro Pinto, do Chega, afirmou que todos os dias são recebidas queixas de emigrantes. O deputado recordou também que ainda existem consulados onde se tem de pagar em dinheiro vivo, porque não dispõem de Multibanco. Denunciou ainda as más instalações em França do Vice Consulado de Portugal em Toulouse. O Secretário de Estado das Comunidades afirmou que a procura de novas instalações para Toulouse já está em curso e sublinhou o bom funcionamento dos serviços consulares que visitou no último ano.
Noutra vertente, o deputado do PSD eleito pela Europa, Carlos Gonçalves, destacou a proposta já aprovada para um estudo sobre o regime fiscal para reformados emigrantes que regressem a Portugal.
Ainda no parlamento, o governo mostrou-se disponível para melhorar as condições de voto dos portugueses no estrangeiro. Foi em resposta a um requerimento apresentado pelo Chega. O partido já defendeu o voto eletrónico nos círculos eleitorais da diáspora, por causa das dificuldades, acima de tudo do voto presencial. Na resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que o Governo quer melhorar as condições de voto na diáspora, mas alertou para os riscos do voto eletrónico.
Emídio Sousa, SE das Comunidades, alertou para algumas falhas que também existem por parte dos portugueses no estrangeiro que querem votar
Daqui a menos de duas semanas, vai passar cinema português em Genebra, na Suíça. É uma iniciativa do consulado de Portugal. Promove no dia 21 a exibição do filme A Costa dos Murmúrios, de Margarida Cardoso, baseado no romance de Lídia Jorge. O filme vai passar no Cinélux às 6 da tarde. A entrada é livre, mas os lugares são limitados.