O Sindicato dos Professores no Estrangeiro pede ajuda ao primeiro-ministro para desbloquear o regime jurídico do Ensino de Português no Estrangeiro. A proposta de reforma do governo já foi concluída, mas aguarda luz verde do Ministério das Finanças. Uma situação que se está a arrastar no tempo e cada vez resta menos até ao início do próximo ano lectivo. Daí o apelo ao chefe do governo para que desbloqueie o processo, explica o presidente do Sindicato dos Professores no Estrangeiro. Não está em causa o próximo ano lectivo para o ensino de português no estrangeiro, mas poderão existir melhorias com o novo regime, considera Bruno Silva. Depois de ter o aval do Ministério Finanças, o novo regime do Ensino de Português deverá ser negociado entre governo e sindicatos. O SPE tem propostas.
Outra estrutura sindical, a Federação Nacional da Educação lamentou ontem no parlamento desconhecer por completo a proposta de alteração do regime jurídico do Ensino de Português no Estrangeiro. Apesar de ter tentado contactar o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Educação e o Instituto Camões, não obteve qualquer resposta às questões que levantou. A FNE defende que seria mais vantajoso o regresso da tutela dos professores de português ao ministério da Educação.
Também o Conselho das Comunidades Portuguesas lembrou ao governo que este órgão de consulta para as políticas da diáspora deve ser obrigatoriamente ouvido sobre a revisão do regime jurídico do EPE, o que ainda não aconteceu, o que o CCP estranha – notícia que ouvimos ontem aqui no JC.
Deputados portugueses participam na procissão de Nossa Senhora de Fátima no Luxemburgo
Falta menos de um mês para a celebração do 10 de junho também no Luxemburgo, onde se vão deslocar o Presidente da República e o Primeiro-ministro Hoje e amanhã está no Grão Ducado um grupo de deputados do parlamento português. Uma visita oficial a convite do Parlamento luxemburguês. Depois de várias reuniões durante o dia, mais logo, há um jantar oficial, em que um dos convidados é Custódio Portássio, conselheiro das comunidades portuguesas. Adianta que um dos assuntos que leva para o jantar é a forma de voto dos portugueses no estrangeiro, isto se tiver oportunidade de falar com o presidente do parlamento português. Amanhã no Luxemburgo a comitiva do parlamento português vai participar na peregrinação ao santuário de Nossa Senhora
de Fátima, em Wiltz, este ano coincide com a Quinta-feira da Ascensão. A peregrinação é normalmente acompanhada
Com entusiasmo pela comunidade católica portuguesa e não só.
Petição para a obrigatoriedade da língua luxemburguesa
Ainda no Grão Ducado: a petição que defende a obrigatoriedade de residentes e trabalhadores no país aprenderem luxemburguês vai ser debatida no parlamento. Mais de 8 mil pessoas assinaram a petição. Uma proposta que os conselheiros das comunidades portuguesas consideram nao fazer sentido. O luxemburguês não é língua de alfabetização, insistir na sua obrigatoriedade vai contra o princípio do multilinguismo, considera Custódio Portássio, à luz da nova constituição do país. Quanto à lingua portuguesa continua a ser uma das mais faladas no Grão Ducado e é mesmo língua de comunicação institucional.
União Europeia pede à Venezuela que liberte todos os presos políticos, em particular os europeus
Nesta altura estarão detidas na Venezuela quase 670 pessoas por motivos políticos, entre eles cinco portugueses, de acordo com uma ONG. O pedido foi feito durante a celebração do Dia da Europa na Venezuela. A chefe da delegação da UE na Venezuela lembrou que os europeus têm dado ajuda humanitária à Venezuela e prestado apoio à sociedade civil no acesso a serviços básicos. Sublinhou também que no estão radicados no país empresas e empresários europeus, para além de instituições bancárias.