Mercosul vai criar a maior zona de comércio livre do mundo

Mercosul vai criar a maior zona de comércio livre do mundo

Um acordo que vai unir economias das duas margens do Atlântico

Mercosul vai criar a maior zona de comércio livre do mundo

Mercosul vai criar a maior zona de comércio livre do mundo

Um acordo que vai unir economias das duas margens do Atlântico

Vai ser assinado no sábado um dos maiores acordos da história comercial.

Um acordo que vai unir economias das duas margens do Atlântico e visa criar a maior zona de comércio livre do mundo com mais de 700 milhões de consumidores.

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações europeias destinadas aos países sul‑americanos e para 92% das vendas do Mercosul para o mercado europeu.

No total, será criado um espaço económico integrado que representa mais de 700 milhões de consumidores e um PIB conjunto superior a 22 biliões de dólares, segundo dados da Comissão Europeia.

Para Bruxelas, este tratado abre o acesso a um mercado historicamente protegido, sobretudo nos setores onde a indústria europeia é mais competitiva. Entre os beneficiados destacam‑se a indústria automóvel e a maquinaria industrial, segmentos nos quais hoje vigoram tarifas entre 35% e 14%, que desaparecerão de forma progressiva após a entrada em vigor do acordo.

O impacto será igualmente significativo para outros setores industriais, como o químico e o farmacêutico, bem como para os produtos agroalimentares com denominações de origem protegida, incluindo vinhos e queijos.

No caso português, produtos estratégicos como o azeite e o vinho — duas das principais exportações nacionais para o Brasil — deverão ver as suas tarifas reduzidas e, posteriormente, eliminadas. A expectativa é de que este alívio tarifário abra espaço à expansão das vendas nacionais no maior mercado sul‑americano.

De acordo com a Comissão Europeia, as exportações agroalimentares da UE para o Mercosul atingiram 3,3 mil milhões de euros em 2024. Em comunicado, Bruxelas sublinha que a eliminação das tarifas mais elevadas irá “impulsionar as vendas externas europeias, especialmente nos produtos de maior interesse exportador”.

Logo às quatro da tarde a presidente da Comissão Europeia , Ursula Von Der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa vão estar no Rio de Janeiro no Palácio Itamariti para um encontro com o presidente Lula da Silva.

A reunião acontece na véspera da assinatura formal do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, em Assunção no Paraguai. Uma forma de puxar para o Brasil a importância política do acordo alcançado.

Lula da Silva não vai estar amanhã no Paraguai. O Brasil é representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, tornando a assinatura no Paraguai um ato técnico e diplomático.

O Paraguai tentou elevar a cerimónia de amanhã para o nível mais alto com os chefes de Estado, mas a iniciativa provocou desconforto entre os países da América do Sul, sobretudo o Brasil.

Andreia Neves, Antena 1