Trump nomeia enviado especial para a Gronelândia
Membros das Forças Armadas dinamarquesas num exercício militar conjunto com forças nacionais da Dinamarca, Suécia e Noruega. Foto: Guglielmo Mangiapane - Reuters

Trump nomeia enviado especial para a Gronelândia

O novo enviado prometeu trabalhar para que a Gronelândia faça parte dos Estados Unidos

Trump nomeia enviado especial para a Gronelândia

Trump nomeia enviado especial para a Gronelândia

O novo enviado prometeu trabalhar para que a Gronelândia faça parte dos Estados Unidos

O presidente norte-americano anunciou no domingo a nomeação do governador do Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial dos EUA para a Gronelândia, território autónomo dinamarquês cobiçado por Donald Trump. Copenhaga já reagiu e considerou a decisão “totalmente inaceitável“.

Estou profundamente indignado com esta nomeação, que considero totalmente inaceitável“, declarou o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, Lars Lokke Rasmussen, ao canal TV2, acrescentando que iria convocar o embaixador dos Estados Unidos nos próximos dias “para obter explicações“.

No domingo, Donald Trump anunciou a nomeação de Jeff Landry para o cargo de enviado especial dos Estados Unidos para a Gronelândia através da rede social Truth Social.

O Jeff compreende o quão crucial a Gronelândia é para a nossa segurança nacional e defenderá com força os interesses do nosso país para a segurança e sobrevivência dos nossos aliados e, na verdade, do mundo inteiro. Parabéns, Jeff!“, escreveu Trump.

No Twitter, o novo enviado especial para a Gronelândia agradeceu a Trump a nomeação e prometeu trabalhar “para que a Gronelândia faça parte dos Estados Unidos”. Sublinhou ainda que esta nova função não afeta “de forma alguma” as suas funções como governador do Louisiana.

 

Após a reeleição, Donald Trump assumiu o desígnio de anexar a Gronelândia e a importância daquele território para a segurança dos Estados Unidos.

Em março, dois meses após a tomada de posse, o vice-presidente JD Vance visitou aquele território autónomo e afirmou que a Dinamarca não estava a fazer “um bom trabalho” para o manter seguro. Na altura, perante a indignação generalizada no país pela visita sem ter sido convidado, o responsável limitou a viagem à base aérea norte-americana de Pituffik.

Em janeiro, 85% dos groenlandeses afirmaram opor-se a uma futura adesão aos Estados Unidos, segundo uma sondagem publicada no jornal groenlandês Sermitsiaq. Apenas 6% eram a favor.

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Andreia Martins – RTP