Milhares de autarcas portugueses e de origem portuguesa foram eleitos nas municipais francesas, das últimas semanas. Ainda sem números definitivos, Paulo Marques, vice-presidente da câmara de Aulnay-sous-Bois e dirigente da Associação de Autarcas Franceses de Origem Portuguesa, destaca a participação e eleição de jovens lusodescendentes. Um exemplo dos jovens eleitos, neste caso reeleito, é Adrien Costa, é da terceira geração.
Agora vice-presidente de Arnouville, cidade onde os avós chegaram em 1965. É a eles que Adrien Costa dedica a vitória eleitoral nas autárquicas. Conta que nunca teve aulas de português, apredneu nas férias em Portugal com os bisavós.
O ensino de português oficial também não existe em Choisy-le-Roi, cidade onde Vasco Coelho, nascido em Albergaria, é agora presidente de câmara adjunto. Acha que o Estado português tem responsabilidades no ensino da língua portuguesa em França. Também em Les Ulis, o ensino de português é um dos temas da agenda da lisboeta Emilia Ribeiro, vice-presidente da cãmara
reeleita para um terceiro mandato. Interesse pela aprendizagem existe, mas faltam professores, diz. .
Exactamente para atrair mais professores para o ensino de português no estrangeiro, entre outros objectivos, o SE das Comunidades afirma que gostava de ter acordo para a revisão do regime jurídico dos professores de Português no estrangeiro, até ao início do próximo ano lectivo. Há poucos dias, ouvimos o ministro dos Negócios Estrangeiros dizer que está pronta a proposta para a reforma da Rede do Ensino de Português no estrangeiro. Faltam agora as negociações com os sindicatos e o ministério das Finanças. Em entrevista ao programa Decisão Nacional da RTP Internacional, o secretário de Estado das Comunidades escusou-se a falar em concreto dos aumentos propostos. No entanto, afirmou que podem ir de zero até mais de 50 por cento. Emídio Sousa já assumiu que tem como ambição criar uma comunidade Económica dos portugueses. O embrião vai ser o Fórum Portugal Nação Global que se realiza daqui a pouco mais de um mês, no final de abril. A ideia é reunir empresários da diáspora com empresários nacionais e entidades públicas. Na entrevista a Rosário Lira, Emídio de Sousa revelou que já há empresários de 40 nacionalidades inscritos.
Começa mais logo no Brasil a recepção aos participantes no II Encontro Nacional do Associativismo Luso-brasileiro. O extenso programa de actividades desenrola-se amanhã e depois, no município de Ouro Negro, no estado de Minas Gerais. É uma iniciativa da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, em Minas Gerais. Vai juntar dirigentes de câmaras de comércio, associações portuguesas, diplomatas e representantes do poder público. Vão discutir o papel destas organizações na criação de oportunidades de negócios, no fortalecimento de redes empresariais e associativas, com as relações Brasil Portugal, sempre no horizonte. Eurico de Matos, cônsul de Portugal em Belo Horizonte, deixou uma mensagem nas redes sociais da organização do encontro, que considera uma oportunidade. Na mesma página, o presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Carlos Alberto Lopes, exalta a importância do associativismo luso-brasileiro, mas afirma que há desafios a enfrentar.
Mais a norte no Brasil, no estado do Maranhão, foi inaugurada em São Luis uma Praça dos Açores e um Memorial Açoriano, localizados no centro histórico. É uma homenagem aos açorianos que há 400 anos emigraram para aquele Estado. Na Praça dos Açores estão inscritos os nomes das nove ilhas no pavimento, há um portal com os nomes de açorianos que ajudaram a fundar a cidade, ainda dez painéis artísticos, de argila em baixo-relevo. A emigração açoriana para o Brasil em grande dimensão ocorreu nos séculos 18 e 19, motivada por crises económicas e erupções vulcânicas.