Este ano calha a Toronto, no Canadá, acolher a Conferência Anual da Associação de Estudos Históricos de Espanhol e Português. A mobilidade, o sentimento de pertença e a memória no mundo ibérico é o ponto de partida. A partir de hoje e até sábado, mais de uma centena de investigadores de vários países, incluindo Portugal, participam no encontro na Universidade de York, onde Gilberto Fernandes é investigador e professor.
Luso-canadiano, é um dos organizadores da conferência que vai sair da universidade e percorrer locais emblemáticos da comunidade portuguesa em Toronto. O encontro de quatro dias vai coincidir com a celebração do 25 de abril, mas antes, amanhã, no dia internacional do livro, vão realizar-se leituras académicas ou não, no Supermarket Bar, o evento é aberto. Só termina no sábado 25 de abril, por isso o encontro encerra na Casa do Alentejo, com cravos vermelhos e convidados especiais. Há dois anos esta Conferência realizou-se em Lisboa. Ouvimos Gilberto Fernandes, investigador, historiador, autor de estudos e de um livro sobre a formação da comunidade portuguesa na América do Norte.
Notícias da Venezuela
Mais um luso-venezuelano libertado, estava detido há 4 anos na Venezuela e saiu ontem da cadeia. O governo português saudou a libertação de Héctor Ferreira Domingues e garantiu que vai continuar a trabalhar pela saída em liberdade dos presos políticos luso-venezuelanos, ainda em cativeiro, serão cinco. Héctor Ferreira, empresário, foi detido “durante uma rusga à fábrica de uniformes que dirigia em Caracas”, de acordo com uma organização não governamental. Foi condenado a 18 anos de prisão, por três alegados crimes. A semana passada ouvimos no “Jornal das Comunidades” a irmã deste luso-venezuelano queixar-se das condições em que Hector se encontrava detido e também da falta de apoio por parte das autoridades portuguesas.
Na Venezuela, a comunidade portuguesa segue com alguma expetativa o resultado do encontro em Lisboa de Maria Corina Machado com o Primeiro-ministro português e o Ministro dos Negócios Estrangeiros. A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz, passou ontem por Madrid. Confirmou que está a negociar com os Estados Unidos as condições para o seu regresso à Venezuela. O encontro com as autoridades portuguesas é seguido com atenção, tal como a libertação dos prisioneiros políticos de origem portuguesa, de acordo com um jornalista luso-venezuelano em Caracas, do “Correio da Venezuela”.