Novos dados da emigração portuguesa: o ano passado a emigração para Itália bateu um recorde, foram 808 os portugueses que se mudaram para terras italianas. Informação divulgada recentemente pelo Observatório da Emigração. Já para os Países Baixos foram muitos mais os portugueses a emigrar, à volta de cinco mil, o que mostra uma aparente estabilização na escolha deste país como destino da emigração portuguesa.
Aliás, tendencialmente, os números da emigração a nível global tendem a estabilizar nas 65 mil saídas por ano. Nos últimos anos, depois da saída do Reino Unido da União Europeia, os Países Baixos passaram a ser uma alternativa. Em 2024 foram 70 mil os portugueses que emigraram. O ano passado terão sido menos. A tendência é para a estabilização.
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O governo respondeu ao apelo que veio do Luxemburgo, mas sem novidade, por causa do médico de família para emigrantes. A OGBL, maior Confederação Sindical no Grão Ducado, pediu ao governo português que reconsiderasse a decisão de não permitir o acesso de emigrantes a médico de família em Portugal.
O gabinete do SE das Comunidades Portuguesas respondeu também por carta. Garante que nenhuma decisão pretende limitar o direito de acesso dos portugueses residentes no estrangeiro ao Serviço Nacional de Saúde. No entanto, pode ler-se na carta, a atribuição de médico de família assenta na proximidade e no acompanhamento continuado. Já antes, tínhamos ouvido no “Jornal das Comunidades”, o presidente da Administração Central de Saúde explicar que o médico de família se destina aos residentes em território nacional.
Na carta do SE das Comunidades é ainda explicado que a actualização administrativa no Serviço Nacional de Saúde resulta de um processo legislativo iniciado em 2017, com várias actualizações posteriores, a última já este ano, veio clarificar as novas regras. Os emigrantes têm direito a consultas e tratamentos no Serviço Nacional de Saúde. Não têm direito a médico de família.
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Impressionado com o que viu na devastada cidade de La Guaria, na Venezuela, a mais atingida pelo duplo terramoto, o Bispo de Funchal tem estado a visitar as áreas mais atingidas e a falar com portugueses e luso-venezuelanos. D. Nuno Brás esteve no lar de idosos portugueses na região de Caracas e soube de dois que perderam tudo. Ontem em La Guaria ficou impressionado, quase sem palavras, com o grau de destruição. O Bispo já celebrou uma missa em Caracas e vai voltar a fazê-lo no Santuário de Nossa Sra de Fátima. Entretanto conta como algumas associações portuguesas têm ajudado.
O conselheiro das comunidades madeirenses Leonel Moniz diz que a presença do Bispo do Funchal no território ajuda a manter a esperança. Constata que portugueses e luso-venezuelanos estão decididos a reconstruir as suas vidas, mas precisam de muito apoio. também psicológico, porque há famílias que foram arrasadas com o duplo terramoto.
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O governo português aprovou um apoio extraordinário de emergência às associações sociais portuguesas na Venezuela – são 250 mil euros, para reforçar o apoio depois do duplo sismo do final de junho. De acordo com um comunicado de ontem à tarde do Ministério dos Negócios Estrangeiros, este dinheiro “destina-se às associações portuguesas de apoio social, localizadas na área consular de Caracas, que tenham reforçado a sua atividade de apoio à comunidade portuguesa e lusodescendente, na sequência dos sismos. Foram 138 as vítimas mortais de origem portuguesa, mais de seis mil e 300 a nível global. Para receberem este apoio, as associações devem candidatar-se no Consulado de Portugal em Caracas.