Há portugueses a bater à porta de casa de eleitores em Inglaterra. São candidatos às eleições locais e regionais de 7 de Maio. A dar os primeiros passos na politica, Sandra Mano é estreia dos liberais democratas em Watford. Natural de Barcelos e a viver há duas décadas em Inglaterra, Sandra Mano apresenta as motivações que a levaram a estar na corrida às urnas para o cargo de vereadora, diz que quer dar voz aos problemas das pessoas. À partida considera este acto eleitoral um desafio difícil, mas afirma-se empenhada na batalha. Na área da cidade de Watford, as estimativas apontam para 6 a 8 mil portugueses e lusodescendentes, a maioria com raízes Minhotas de Barcelos.
Em Oxford, Tiago Corais é recandidato pelo Partido Trabalhista, 8 anos depois de ter chegado à câmara. Também minhoto, natural de Braga, considera as eleições difíceis, acima de tudo pelo aumento da importância da extrema direita. Os últimos oito anos no município de Oxford foram de muito trabalho, mas também muito gratificantes, avalia Tiago Corais. Revela que empatia e proximidade são as palavras com que qualifica a sua acção, nos seus mandatos autárquicos em Oxford. A linha de orientação é para continuar, diz.
Estão abertas as candidaturas para as bolsas da Parsuk, a Associação de Estudantes e Investigadores Portugueses no Reino Unido. Há duas bolsas para financiamento de estudos, que têm como grande objectivo cruzar as geografias e promover a diplomacia científica. Tanto uma como outra implicam uma equipa de duas pessoas. A bolsa Parsuk é destinada a estudantes portugueses, mas com um orientador no Reino Unido, membro da própria associação. A outra bolsa da Associação de Estudantes e Investigadores Portugueses no Reino Unido é atribuída em parceria coma Fundação portuguesa para a Ciência e Tecnologia. Pretende ajudar projetos de investigação entre Portugal e Reino Unido.
Em Lisboa, na Assembleia da República, a comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas aprovou ontem quatro projetos de resolução. Recomendam ao governo Português que reconheça a falta de legitimidade do regime venezuelano, e apoie a transição democrática no país. Também que ajude mais a comunidade portuguesa e reforce o esforço para a libertação de 6 presos políticos portugueses e lusodescendentes. As quatro iniciativas foram do Chega, do Partido Socialista, da Iniciativa Liberal e do Livre. A versão final foi aprovada, por unanimidade, em comissão parlamentar. Resultam numa recomendação ao governo de Lisboa.