Incêndios em França: muitos portugueses perderam casa ou negócio

Incêndios em França: muitos portugueses perderam casa ou negócio

O Secretário de Estado das Comunidades afirma que muitos portugueses perderam as suas propriedades em França, mas acredita que os seguros vão cobrir os prejuizos.

Incêndios em França: muitos portugueses perderam casa ou negócio

Incêndios em França: muitos portugueses perderam casa ou negócio

O Secretário de Estado das Comunidades afirma que muitos portugueses perderam as suas propriedades em França, mas acredita que os seguros vão cobrir os prejuizos.

O governo reafirma que não recebeu qualquer pedido de ajuda de portugueses em França por causa dos incêndios florestais que durante mais de uma semana devastaram muita floresta e não só na região de Bordéus. Mesmo sem números, o SE das Comunidades está convencido de que foram muitos os que perderam a sua casa ou negócio. Declarações feitas anteontem, na fronteira de Vilar Formoso, numa sessão de boas vindas aos emigrantes que chegavam para as férias de agosto em Portugal. Foi a propósito da campanha Verão Seguro, de sensibilização para a segurança rodoviária, promovida pela CAP Magellan, associação de jovens lusodescendentes em França.

Não há acordo para os aumentos salariais na rede do EPE, Ensino de Português no Estrangeiro. A proposta apresentada pelo governo, com aumentos pouco acima dos 9 por cento, não chega para compensar as perdas salariais desde 2009. É a posição do Sindicato dos Professores no Estrangeiro. Ressalva que a proposta para aumentos na Suíça foi a única considerada aceitável, isto depois da última reunião na sexta-feira. Depois das últimas negociações, ouvimos aqui no Jornal das Comunidades, os argumentos do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas.

Hoje escutamos o Sindicato dos Professores no Estrangeiro. Bruno Silva espera que o governo apresente uma nova proposta na próxima reunião, apontada para o final do mês. Não esperava acordo logo à primeira discussão sobre tabelas salariais, mas registou os sinais de alguma abertura. O apoio à habitação dos professores de português no estrangeiro ainda está a ser discutido, tal como a revisão das tabelas salarais, que de acordo com os sindicatos não são actualizadas desde 2009. A discrepância é grande, alega o sindicalista Bruno Silva. Na discussão da proposta do governo para a revisão do regime jurídico do EPE, há matérisa que já mereceram o consenso do Sindicato dos Professores no Estrangeiro. Bruno Silva diz que lutou muito, mas as ajudas de custo vão passar a ser pagas, sem tanta burocracia, esta é uma das conquistas.

É uma banda desenhada com História. A história dos aldeamentos de guerra que Portugal criou em África, para onde deslocou dois milhões de camponeses. A ideia era travar o avanço dos movimentos de libertação – é esta parte da história que é contada no novo livro de banda desenhada de Francisco Sousa Lobo. “Aldeamentos de Guerra” é o título. A obra resulta do projeto de investigação científica “RuralDecol – Descolonização rural”, coordenado pelo historiador de arquitetura Tiago Castela. O académico convidou Francisco Sousa Lobo para ilustrar o trabalho sobre o realojamento forçado de camponeses em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.

O autor de banda desenhada vive em Londres há mais de 20 anos. Teve acesso às entrevistas realizadas aos ex-deslocados em África, pela guerra do ultramar. Conversas que transportou para a BD. Verificou como eram vidas dificeis e como foi violenta esta deslocação forçada.