O atraso na resposta aos pedidos de nacionalidade portuguesa é a grande preocupação dos conselheiros das comunidades na América Central e do Sul – tiveram uma reunião regional, no fim de semana passado, no Uruguai, na Casa de Portugal em Montevideu. O pedido de soluções para estes atrasos é uma das recomendações ao governo, que saiu do encontro.
Ora exatamente na América do Sul, em Buenos Aires na Argentina, o conhecido Padre DJ português, o Padre Guilherme, vai participar amanhã, na Plaza de Mayo, às 8 da noite, numa homenagem ao papa Francisco, no primeiro aniversário da sua morte. Ontem o Padre Guilherme esteve na embaixada de Portugal na capital argentina, que noticiou a sua participação na homenagem ao papa Francisco, que era argentino. Com 51 anos, o conhecido padre português DJ enche regularmente festas e discotecas. Toca música eletrónica e promove a fé católica. Natural de Guimarães, exerce o sacerdócio na paróquia de São Tiago de Amorim, na Póvoa de Varzim. Recentemente actuou por exemplo no Líbano.
Há menos de um mês em funções, o embaixador de Portugal em Caracas Frederico Silva, reconhece que há portugueses que vivem com grandes dificuldades na Venezuela mas também afirma que é o país onde o estado português apoia mais cidadãos nacionais.
Ainda na América, um pouco mais acima, apesar da situação económica e política, há empresários portugueses na Venezuela que estão a investir em novos negócios, porque consideram que há muitas oportunidades. A enviada especial da rádio pública a Caracas esteve na inauguração de um novo supermercado de um grupo gerido por migrantes e que pretende abrir mais espaços até ao final do ano.
Noutro continente, na Austrália Ocidental, como um pouco por todo o mundo, o impacto da guerra no médio Oriente reflecte-se muito nos preços dos combustíveis e do que vem a seguir, por exemplo na cadeia alimentar. Há dois anos e meio em Perth, o consultor financeiro João Gonçalves, está a ponderar se terá condições para vir a Portugal no final do ano, no Natal, como quer. Por agora, o preço dos bilhetes de avião Praticamente duplicaram. No dia-a-dia, João também sente o efeito da guerra, que tem bloqueado parte do abastecimento de petróleo ao mundo – conta que a maioria da população na sua área se desloca de transportes públicos.
Agora Europa, começa hoje no Luxemburgo o festival A Primavera dos Poetas, um evento que celebra a poesia, este ano dedicado ao tema da Liberdade, força viva, desdobrada. Vão participar 11 poetas, de quase outros tantos países, com leituras e momentos musicais. Três dias, em 3 locais e um convidado de Portugal: José Carlos Barros, poeta e romancista. Vai participar amanhã na “Grande noite da poesia”, no Cercle Cité, na Praça de Armas, na cidade do Luxemburgo, a entrada é livre. Domingo, vai estar na “Manhã Poética”, na Galeria Simoncini e a entrada também será livre. O autor foi convidado pelo Centro Cultural Português Camões no Grão Ducado. José Carlos Barros, nascido transmontano, é arquitecto paisagista e vive no Algarve. Tem publicados vários livros de poesia, ensaio e ficção narrativa. Há cinco anos venceu o Prémio LeYa com o romance “As Pessoas Invisíveis”.