Não há linhas vermelhas, diz o governo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros garante que estão a correr bem as negociações com os sindicatos sobre a reforma no EPE, ensino de Português no Estrangeiro, mudanças que têm sido contestadas por professores e leitores do Instituto Camões.
Em resposta a deputados em comissão parlamentar esta manhã, Paulo Rangel afirmou que não há linhas vermelhas para nenhum dos lados nas negociações e revelou confiança na proposta do governo.
Na mesma comissão parlamentar, o Secretário de Estado das Comunidades mostrou-se optimista, com conta peso e medida, sobre a evolução política e social na Venezuela. No entanto, pelo sim, pelo não, há um plano de retirada de portugueses
pronto a ser activado, afirma Emídio Sousa. O Secretário de Estado das Comunidades disse que ainda se mantêm atrás das grades cinco presos políticos de origem portuguesa, porque há acusações de delito comum a complicar a libertação.
Ora exactamente na Venezuela, como em muitos outros países, portugueses e luso-venezuelanos preparam-se para ver a estreia da nossa seleção no Mundial de Futebol, é daqui a 3 horas. Optimista, a comunidade portuguesa considera, no entanto, que o jogo com a Republica Democrática do Congo pode ser difícil, antevê Fernando Topa, conselheiro das comunidades.
Nos Estados Unidos, um dos três países que acolhe o Mundial, não houve bilhetes para a comunidade portuguesa de Houston ver os jogos da seleção, o primeiro é daqui a pouco. A denúncia, mais um alerta, é de Rui Moutinho do grupo de adeptos “Portugal no Estádio”. Diz que a Federação Portuguesa de Futebol se esqueceu de cerca de 300 bilhetes para os portugueses que vivem nesta cidade no Texas. O empresário na Polonia tem actividade em vários países. Lamenta que as comunidades que tanto apoiam e vibram com a seleção nacional não sejam lembradas pela Federação Portuguesa de Futebol.
Por exemplo, diz Rui Moutinho, em Hamburgo, na Alemanha, onde se encontra, nem uma bandeirinha chegou de Lisboa. Nesta cidade alemã, o ponto de encontro para ver o Portugal / República do Congo é no bairro português. É um dos administradores do grupo fechado do Facebook – Portugal no Estádio. Um grupo de adeptos que segue a seleção nacional de futebol
Na República Democrática do Congo, em Kinshasa, na capital, Liliana Gaspar, natural de Vieira de Leiria, contou esta manhã na rádio público como a população do país está entusiasmada com o jogo desta tarde.
Agora Houston, onde a seleção das quinas vai entrar em campo. Nuno Matos, um dos enviados especiais da rádio pública ao Mundial de futebol ouviu adeptos portugueses, alguns residentes nos Estados Unidos, outros nem tanto.
Dos Estados Unidos, para sul, ainda damos um salto até ao Brasil para espreitar como se preparam portugueses e luso-brasileiros para assistirem ao jogo. A reportagem é do correspondente da rádio e tv de Portugal Daniel Catalão
Em Lisboa, o Terreiro do Paço é um dos locais onde previsivelmente se vai juntar uma multidão para ver o jogo, às seis da tarde. Esta manhã, o repórter Guilherme de Sousa encontrou um apoiante que veio da África do Sul, lusodescendente, da Cidade do Cabo.