Carta aberta de emigrantes contra novo pacote laboral

Carta aberta de emigrantes contra novo pacote laboral

Sindicato dos Professores no Estrangeiro diz que governo está disposto a negociar, por exemplo, a duração das comissões de serviço. Conselheiro das comunidades em Macau anuncia plataforma sobre diáspora e lusodescendentes.

Carta aberta de emigrantes contra novo pacote laboral

Carta aberta de emigrantes contra novo pacote laboral

Sindicato dos Professores no Estrangeiro diz que governo está disposto a negociar, por exemplo, a duração das comissões de serviço. Conselheiro das comunidades em Macau anuncia plataforma sobre diáspora e lusodescendentes.

É um apelo de portugueses emigrados em vários países, numa carta aberta dirigida ao Presidente da República e ao Primeiro-ministro. Pedem a rejeição do pacote laboral, que está hoje em debate no parlamento e é votado amanhã. Cerca de uma centena de portugueses residentes no estrangeiro, de investigadores a electricistas, juristas ou um jardineiro, assinam esta carta. Trabalham em diferentes países no Brasil ou na Europa, nos Estados Unidos ou em Angola. Os emigrantes dizem-se tristes e revoltados com os apelos para que regressem a Portugal, uma vez que o país continua a ter condições de trabalho precárias e podem piorar se o novo pacote laboral for aprovado. Por isso, escrevem, há um risco de mais portugueses deixarem o país.

Ouvida no “Jornal das Comunidades”, Joana de Abreu Carvalho, investigadora em Inglaterra afirma que gostaria de voltar para Portugal mas diz que não vê como. Não duvida de que continuam por aplicar políticas para fixar portugueses no país. Faltam por exemplo, alega a investigadora, investimentos nas politicas públicas que permitam, entre outros aspectos, a evolução das carreiras profissionais. A investigadora em Cambridge dá como exemplo a situação dos bolseiros.

Tanto Daniela Pamplona, professora universitária em França, como Joana de Abreu Carvalho, investigadora em Inglaterra, ambas foram candidatas pelo Partido Comunista nas últimas eleições legislativas em Portugal, candidatas pelo círculo da emigração na Europa.

Na Venezuela, a situação económica não melhorou, até ver, meio ano depois da retirada do poder de Nicolas Maduro. Um conselheiro das comunidades portuguesas em Caracas diz que a vida está cada vez mais cara e os medicamentos não estão a chegar ao país. A economia continua a enfrentar graves dificuldades, que afectam também portugueses e lusodescendentes no país, conta Fernando Topa, conselheiro das comunidades portuguesas. Participa esta 5ª feira na reunião do conselho consultivo do consulado de Portugal na capital venezuelana.

O conselheiro das comunidades é também presidente da Instituto Português da Cultura, que recebeu apoios do governo de Lisboa para a realização de dois projectos: o lançamento de um disco virtual com a cantora lusodescendente Liliana de Faria, para celebrar o Dia de Portugal e os 4O anos do Centro Português de Caracas. O outro projecto foi desenvolvido recentemente com o Centro Marítimo da Venezuela. Envolveu cerca de 40 crianças em actividades em português. Foi um sucesso, afirma Fernando Topa, que projecta mais.

Em Macau, um português lançou um novo dicionário de crioulo de Macau, o patuá que está ameaçado de extinção. O investigador português Raul Leal Gaião espera que o dicionário desperte o interesse pela que está língua que está “gravemente ameaçada de extinção”, de acordo com a UNESCO. O académico lembra que o patuá foi criado ao longo dos últimos 400 anos entre os macaenses, uma comunidade euro-asiática composta sobretudo por lusodescendentes com raízes no território. O dicionário foi publicado com o apoio da Universidade de Macau e apresentado no 2.º Fórum Internacional das Línguas Chinesa e Portuguesa, a decorrer na região.