Proteção Civil com 3.326 ocorrências causadas por mau tempo desde 01 de Fevereiro

Proteção Civil com 3.326 ocorrências causadas por mau tempo desde 01 de Fevereiro

Proteção Civil com 3.326 ocorrências causadas por mau tempo desde 01 de Fevereiro

Proteção Civil com 3.326 ocorrências causadas por mau tempo desde 01 de Fevereiro

A depressão Leonardo está a afetar o sul do país.

A norte, o período mais complicado deve ocorrer na próxima noite e durante a manhã de quinta feira.

Portugal continental registou entre as 00:00 e as 23:00 de terça-feira 833 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo queda de árvores ou estruturas, inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

As zonas mais afetadas com estas ocorrências foram a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, indicou o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Miguel Oliveira.

Nas últimas horas, a Proteção Civil não teve registo de vítimas ou de danos significativos.

Algumas [ocorrências] ainda são resultado das operações de recuperação das últimas intempéries, como cortes de árvore ou limpeza de vias“, explicou Miguel Oliveira.

Portugal continental registou desde as 16:00 de 27 de janeiro até às 16:00 de terça-feira o total de 14.339 ocorrências devido ao mau tempo, com predominância de quedas de árvores e de estruturas e inundações, anunciou a Proteção Civil

Foram mobilizados 48.850 operacionais apoiados por 18.509 meios terrestres para dar resposta aos efeitos das depressões que têm afetado Portugal.

A Proteção Civil alertou na terça-feira para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental.

A partir da tarde de terça-feira é esperada chuva forte e persistente, vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego (perto da Figueira da Foz, no distrito de Leiria) e até 95 quilómetros por hora nas serras do Sul.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo ao minuto

RTP com Lusa