Mia Moura, “Ausente”

Mia Moura, “Ausente”

O amor, a perda e a esperança na primeira pessoa, cantadas com um nó na garganta num tema composto por João Couto e que marca a estreia desta jovem fadista de 25 anos, de Vila Nova de Gaia.

Mia Moura, “Ausente”

Mia Moura, “Ausente”

O amor, a perda e a esperança na primeira pessoa, cantadas com um nó na garganta num tema composto por João Couto e que marca a estreia desta jovem fadista de 25 anos, de Vila Nova de Gaia.

Esta sexta-feira, dá-se a conhecer ao mundo uma nova fadista que vem do norte: Mia Moura, jovem de 25 anos, natural da freguesia de Pedroso, Vila Nova de Gaia.

Ela estreou-se no mundo do fado em 2017, e destacou-se ao vencer o concurso “Gaia é Fado” e o Concurso de Fado Amador de Lordelo do Ouro e Massarelos, no ano seguinte. Entretanto, passou a ser presença assídua em casas de fados e salas de espetáculos, com destaque, em 2020, para a sua passagem pelo Santa Casa Alfama em Lisboa e o seu concerto em nome próprio e de lotação esgotada na Casa da Música no Porto.

Lança hoje o seu single de estreia. “Ausente” é um original da autoria de João Couto, músico também gaiense e que conhecemos de canções como “Massa do Meio-Dia”, “Canção Só” e “Os Meus Amigos”. Segundo a fadista, este “Ausente” permitiu-lhe cantar o amor, a perda e a esperança na primeira pessoa. Considera ser “muito gratificante apresentar-se com uma canção tão intensa e pessoal, mas que, ao mesmo tempo, é ou foi a história de tanta gente, e isso é Fado.”

O tema foi gravado num dia difícil, de perda e desamor, cantado com um nó na garganta, após a perda de um dos amores da sua vida. Quando recebeu o tema do amigo João Couto, chorou muito e chorou sempre que a cantou. O “Ausente” nasceu assim, com o autor ao piano a compor a canção mais intensa que Mia Moura ouviu.

João Pedro Bandeira