Serão à volta de 3 mil os portugueses que residem no departamento francês de Gironda, nas áreas mais afectadas pelos incêndios florestais em França, na região de Bordéus. A estimativa é de um antigo conselheiro das comunidades e vereador da câmara e Lormont, que fica a 10 quilómetros de Bordéus. Na região são 20 mil os portugueses que estão inscritos no consulado. Até agora nenhum pediu ajuda ao governo português, diz Emídio Sousa. Ouvido pela jornalista Alexandra Sofia Costa, o SE das Comunidades admite que muitos portugueses e lusodescendentes terão sido obrigados a deixar as suas casas. O mesmo provavelmente em Espanha.
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O Conselho da Diáspora Madeirense defende a criação de um circulo eleitoral pela diáspora nas eleições regionais e também o voto eletrónico à distância. São tomadas de posição que saíram da reunião de 6ª feira no Funchal. Participaram 14 dos 26 conselheiros radicados em países como a África do Sul, Venezuela, Reino Unido, Austrália, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá. O diretor Regional das Comunidades Sancho Gomes participou no encontro e deu voz ao apelo dos conselheiros da diáspora. Além de um círculo eleitoral pela diáspora, os conselheiros madeirenses defenderam a criação de um fórum da juventude, como instrumento de aproximação dos mais jovens. Apelaram também à criação de um consulado de Portugal na Florida, com sede em Miami. Participaram 14 conselheiros num total de cerca de 450 conferencistas vindos de comunidades madeirenses espalhadas por vários países.
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No Canadá está em visita oficial a presidente do parlamento madeirense Rubina Leal levou na bagagem uma mensagem aos que emigraram, não são esquecidos. Em Toronto no fim de testemunhou a preocupação e o empenho dos emigrantes em reconstruírem a Casa da Madeira na cidade canadiana de Toronto, destruída por um incêndio, o ano passado. Depois de amanhã, quarta-feira, segue para New Bedford nos Estados Unidos.
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A escritora Lídia Jorge recebe hoje o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia pelo conjunto da sua obra. A distinção é atribuída pelo ministério austríaco da Cultura.e vai ser entregue numa cerimónia no âmbito do Festival de Salzburgo. Quando o prémio foi anunciado o mês passado, o ministro austríaco da cultura afirmou que Lídia Jorge é uma das escritoras mais destacadas da literatura europeia contemporânea. Lembrou que ao longo da sua carreira a autora portuguesa tem lutado, através da escrita, de uma “forma altamente poética, pela igualdade dos povos”. Nascida há 80 anos, em Boliqueime, no Algarve, Lídia Jorge estreou-se em 1980 com o romance “O Dia dos Prodígios”. Tem perto de dezena e meia de romances publicados e também coletâneas de contos, obras de literatura infantil, de ensaio, de teatro, de poesia e de crónicas. Foi vencedora do prémio Camões este ano e já recebeu a medalha portuguesa de Mérito Cultural.
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Muita literatura, também portuguesa, mas acima de tudo lusófona na Festa Literária Internacional de Paraty, no Brasil. Portugal apostou na tentativa de cativar turistas através da literatura, naquele que é considerado o maior evento do género em língua portuguesa. O correspondente da rádio pública no Brasil esteve na cidade que acolhe a feira e que é património mundial da humanidade. A Festa Literária de Paraty no Brasil terminou ontem, durou cinco dias.