Filipe Sambado feat. Conan Osiris, “Caderninho”

Filipe Sambado feat. Conan Osiris, “Caderninho”

É o mais recente single do novo e quarto álbum de Filipe Sambado, "Três Anos de Escorpião em Touro".

Filipe Sambado feat. Conan Osiris, “Caderninho”

Filipe Sambado feat. Conan Osiris, “Caderninho”

É o mais recente single do novo e quarto álbum de Filipe Sambado, "Três Anos de Escorpião em Touro".

“Três Anos de Escorpião em Touro” é o quarto álbum de Filipe Sambado e foi construído do zero. Não havia esboços, linhas melódicas ou ideias à partida quando se propôs a fazê-lo.

Segundo Filipe Sambado a escolha do nome deriva da ligação dos “elementos do zodíaco constituintes do seu mapa astral”.

E explica: “O impacto do meu Saturno e do meu ascendente em Escorpião, num conflito de três anos com Vénus em Touro. É a minha imagem social, são os meus receios e inseguranças em luta com as minhas rotinas e com o amor que nelas expresso. É um duelo de aparências. ”

Durante estes três anos de Escorpião em Touro, aconteceram-lhe mudanças significativas: a sua reafirmação de género, uma reconstrução familiar (ser pai, mãe, papita ou outro papel de parentalidade não binária), reapropriação discursiva, incerteza, ansiedade, depressão, que trouxeram consigo um confronto com a identidade.

Com coprodução de Rodrigo Castaño e Bejaflor, o disco conta com várias colaborações como Chinaskee, Violeta Azevedo, entre outros e, no caso que aqui nos interessa, com Conan Osiris. Filipe Sambado diz-se muito fã da sua música, era algo que já queria fazer há muito tempo e até chegou quase a acontecer durante a pandemia, mas não deu para a acontecer.

Conta que estava a gravar o tema “Caderninhos” e começou a ficar um bocado desconfortável porque apercebeu-se que, enquanto estava a cantar, estavam a ficar parecidos. Fez-lhe mais sentido passar-lhe diretamente esta parte e pedir para ser ele a cantar. Convidou-o para participar e, muito rapidamente, Conan gravou a sua parte em casa e mandou o áudio.

Assim surgiu esta dupla: Filipe Sambado e Conan Osiris em “Caderninho”.

João Pedro Bandeira